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Gramado de ônibus

Gramado

Como o final de semana do feriadão de 7/9 estava magnífico, eu e minha namorada decidimos que dia 7 não era um dia pra ficar em casa. Na segunda de noite optamos a ir pra Gramado, tentar ver o Zoológico ou o parque Caracol.

Como ainda não temos um carro nosso, decidimos pegar o ônibus das 06h45min, semidireto, saindo de Novo Hamburgo.

Chegamos as 09h10min e pedimos informações na rodoviária de como chegar ao Zoo. Pra nossa surpresa, nenhum ônibus vai direto pra lá e nenhum poderia nos deixar na frente da entrada. O mais próximo seria a quase 1 km da entrada, sendo que o Zoo é na verdade 2 km depois da entrada. Teríamos que caminhar na faixa e depois lá pra dentro. Desistimos.

É triste ver uma cidade como Gramado, referência nacional em tantas coisas, não ter um serviço de transporte público decente. Custa tanto à cidade (ou ao zoo) ter um ônibus que vai pra lá a cada 3 ou 4 horas? Não sei, mas deve ser tão caro quanto um serviço decente de Informações turísticas: Pra começar, só existe um no centro. Ali na rodoviária, que é aonde realmente precisa de um, não encontramos. Tivemos que perguntar as gentis moças da bilheteria.

Saindo da rodoviária, seguimos direto ao mirante e ao museu de Cera. Como eu conheço Gramado muito bem, dei a ideia de irmos a pé pra aproveitar o passeio e tirar algumas fotos.

Mel Gibson

Mel Gibson no museu

O Museu de cera é interessante. Achamos meio caro (R$20 por pessoa), mas tudo bem, é uma atração diferente do que agente vê por aí. Pegamos um ônibus na frente do Museu e descemos no centro de Gramado.

No centro, aproveitei pra ir ao centro de Informações Turísticas. Quis saber como chegar ao parque Caracol de ônibus: (Já tinha imaginado que não conseguiríamos, mas tentei mesmo assim) O ônibus mais perto fica a 7 km do parque e teríamos que pedir um Taxi de lá. Desistimos de novo.

Ainda comemos alguns chocolates, caminhamos, encontramos milhares de turistas de todos os lugares e depois descansamos por algumas horinhas.Foi um ótimo passeio. Não deu pra ver o Zoo nem o parque, mas iremos em outro momento.

Todas as fotos podem ser vistas aqui.

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Berlin

Berlin

Quando as pessoas me perguntam qual cidade eu gostei mais, eu sempre respondo “Tirando Berlin?”. Sim, a cidade é incrível. Histórica, moderna, humana, grande, bonita. É tudo. Não é atoa que se escuta Francês, Italiano, Espanhol e Português pelas ruas. É gente de tudo que é lugar querendo conhecer um dos lugares mais históricos do mundo.

Tudo começa na minha viagem numa manhã, quando desço do trem na Hauptbahnof, que já é totalmente diferente das que eu tinha presenciado. Parecendo mais um shopping que uma estação de trens, tem “só” 4 andares de trens, fora os de escritórios.

Esquina do Wombat's

Fiquei no Albergue “Wombat’s”, que mais tarde ouvi dizer que seria o melhor albergue “custo-benefício” da cidade. E é verdade, nada a reclamar do albergue. Ótimo atendimento, boa localização e bons quartos. Sem contar o Bar no terraço que passou o jogo do Bayern contra o Man Untd.

A cidade é incrível. Passei quase uma semana lá e não consegui ver tudo. Talvez porque no meio da semana eu já estava em “ritmo de férias”, acordando entre 10 e 12h da manhã e só passeando. Tive oportunidade de ver duas “atrações” da região metropolitana também, Potsdam, que é a “cidade dos reis” e o campo de concentração de Sachenhausen. Dois Passeios que valem a pena.

Potsdam é linda, e o parque com os palácios é incrível. Vale a pena ir na primavera e pegar os jardins floridos.

Potsdam

Palácio Sanssouci, o símbolo da cidade

Já o campo de concentração é muito interessante. Foi um dos poucos lugares que valeu a pena visitar sozinho e a falta de guia não prejudica em nada. O lugar passa uma sensação engraçada: Enquanto tu sabes o que aconteceu nele, e as construções provam isso, tu vês um grande “parque” gramado, com passarinhos e pessoas caminhando ao redor tranquilamente.

As torres de Sachsenhausen

Na cidade, vale a pena fazer o Free-Tour, além de passar por lugares interessantes ele da boas dicas. Eu fiz em um dos primeiros dias e depois segui por mim mesmo. Visitei o Reichstag, a Gedächtniskirche (Igreja quebrada), o museu nacional, o museu da DDR, o pergamoun museu e outros parques.

Neue Wache: Pelas vítimas da guerra e opressão

É fácil se perder em Berlin. Logo que eu cheguei saí e fui dar uma volta apé, como sempre fazia no primeiro dia. Caminhei em direção Unter den linden (Rua mais famosa da cidade) e quando eu pensei que tinha chegado nela, era a rua do lado. É incrível, são muitas construções históricas e bonitas. Uma cidade indescritível. Para terminar meu 1º passeio, fui até o Brandenburger Tor e voltei cansadíssimo.

Começo do Free-Tour na frente do Brandenburger Tor

O que fazer em Berlin

Como eu disse, o Free-Tour, além de Potsdam e Sachenhausen, é recomendadíssimo. Ele passa em inúmeros lugares e da ótimas dicas, mas vou listar alguns lugares aqui que eu fui.

Pub-Crawl

Vai chegar no final de semana? No meio da semana? Não interessa, o Pub-Crawl de Berlin é imperdível. Eu fiz no Sábado e foi sem precedentes. Vale muito a pena fazer. Fui com dois caras do meu quarto, um panamenho e um carioca, dois caras sensacionais!

Checkpoint Charlie

O Free-Tour passa por ele, mas vale a pena ir com mais calma. É um ponto muito turístico de Berlin, com muita gente e muita bugiganga pra comprar.

Flohmarkt

Flohmarkt é um “mercado de Pulgas” em alemão. Em Berlin, existe um, muito interessante. Como estava meio mal de grana, não comprei nada, mas tem muita coisa legal.

Fersehturn

A torre da Alexanderplatz é muito bonita. Vale a pena dar uma passada. Infelizmente eu não subi nela, mas sei que é possível e que tem um restaurante no topo.

Stiftung Denkmal für die ermordeten Juden EuropasEndereço:

Nome complexo e feio, mas é o memorial aos Judeus que fica quase ao lado do portão de Bradenburgo. Muito interessante e o Free-Tour também passar por lá, mas não passa em baixo do memorial, que existe um museu. Eu não fui, porque só me lembrei disso no final da minha estadia.

Mais fotos de Berlin aqui.

Espero que tenham gostado

abraços

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Eurail

Este tópico foi feito com base no meu entendimento e com informações deste tópico do Mochileiros.com. (Acho imprescindível a leitura dele se necessitares de mais informações.)

Semana passada eu recebi, incrivelmente no mesmo dia, minha “Carteirinha de Alberguista Internacional” e meu Eurail. Por hoje eu vou escrever sobre o EuRail, amanhã falo dos albergues.

O EuRail veio cheio de coisas (me cobraram 7 Euros pela encomenda, demorou uns 9 dias). Além do passe veio junto o mapa ferroviário, um manual e uma tabela de horários dos principais trens Europeus.

O que é o Eurail

Um passe de trem que é só para estrangeiros e só pode ser comprado no país de origem, sendo impossível comprá-lo na Europa. Ele funciona por um certo período de tempo em um certo local (Para ver o passe que fecha melhor com o seu destino, acesse: http://www.eurail.com).

Por exemplo, o meu passe:

Período: 8 dias dentre dois meses.
Local: Alemanha e Dinamarca.

Oito dias dentro de dois meses? Como assim?
Calma, é o seguinte: Na primeira viagem de trem o passe deve ser validado. Ou o agente de viagens ou o cara do guichê de bilhetes deve preencher a primeira e última data do passe. Exemplo: se eu andar de trem pela primeira vez dia 14/04, o cara do guichê vai preencher as duas datas, First Day: 14/04 e Last Day: 09/06.

Não é necessário preencher todo o calendário de viagem de uma vez só, Basta registrar cada dia de viagem apenas quando usar o passe. Também, Não pode errar a data e querer arrumar, vai ser considerado fraude. Tem que ser certinho ou perde um dia de viagem.

Não existe regra nenhuma?
É, não é só pular no trem e sair andando. Dependendo do trem é necessário fazer reserva.

Existem 3 tipos de trem:
• Trens sem reservas: trens locais e regionais geralmente não exigem reservas;
• Trens com reservas opcionais: você pode fazer uma reserva se deseja garantir um assento, mas não é necessário;
• Trens com reserva obrigatória: Reservas são exigidas para muitos trens de alta velocidade como o Thalys e para os trens noturnos;

Quando você compra um passe de trem, você fica dispensando de comprar a passagem (ticket), porem em certos trens europeus, como os de alta velocidade, internacionais ou noturnos, é obrigatório fazer reserva. Para saber os trens em que é necessário fazer as reservas consulte a tabela de horários da Eurail. Eles sempre vêm indicados com um símbolo “R” na frente do horário do trem.

O número de assentos disponíveis para usuários dos passes de trem pode ser limitado, por isso a reserva deve ser feita com antecedência, principalmente na alta estação, feriados e horários de rush. As reservas podem ser feitas até 90 dias antes da viagem. É aconselhado fazer as reservas ainda no Brasil, porem também é possível fazer as reservas nas estações de trem. Caso queira fazer as reservas na Europa, faça no dia que chegar à cidade para evitar que não consiga a reserva para o dia e horário desejado.

A Economia:

O meu passe é “Youth”, que é destinado a jovens até 26 anos. Só é possível andar de 2ª classe com ele. Paguei exatos 227 Euros por 8 dias de viagens, que da uma média de 28 Euros por viagem. Para se ter uma idéia, uma viagem de Frankfurt até Hannover da entre 40 e 80 Euros e eu vou fazer no mínimo 6 viagens parecidas com essa.

Abraços

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Como levar dinheiro na viagem

Atualmente, essa questão é quase toda minha preocupação na viagem. Já tenho alguns euros comprados, mas eu não vou viver só com eles.

É “obrigatório” ter dinheiro consigo na entrada do país. E pelas informações que tenho, quando a alfândega te para no aeroporto, é bom você não ter demais nem de menos. Ter demais significa que você pode ficar mais tempo do que você tem na sua passagem, e ter de menos, significa que você não tem nada para gastar lá, não tem como viver lá durante o tempo de sua passagem. E esses dois casos não são bons.

O “certo”, ou pelo menos o que me recomendaram, é ter algum dinheiro em espécie e o resto em cartões Internacionais. Por isso andei pesquisando alguns desses e queria postar sobre eles hoje:

Dinheiro em Espécie

Doleira

Doleira

O ideal é não levar todo dinheiro assim, para ser assaltado e não fazer mais nada.

Quem pensa que isso é exclusividade da hospitalidade Brasileira, está muito enganado. Eu mesmo tenho amigos que passaram por isso em Londres.

Eu decidi levar comigo € 900 Euros, dos quase €1800 que vou usar na viagem (Algumas coisas já paguei aqui, como as reservas dos Hostels)

O bom é dividir o dinheiro pelo “Corpo”. Usar uma “doleira”, levar um pouco na carteira e na mochila.

O problema: Perder, ser assaltado, ficar sempre atento com tanto dinheiro e etc.

Visa Travel Money

Visa Travel Money

Visa Travel Money

É uma boa pra quem conseguiu pegar uma bela baixa da moeda ou pra quem vai fazer intercâmbio dependendo dos pais. Funciona assim:

Em uma agência de turismo, peça seu cartão. Fica pronto na hora. Ele não tem nome, só um código e vem com uma senha. Na agência mesmo você carrega com a moeda que quer; Dólar, Euro ou Libra. O mínimo é U$D 100 Dólares.

Ele é pré pago. Depois de carregado você vai gastando. Ele é aceito em todos os estabelecimentos com bandeira Visa. Só ir usando com a senha que vem junto a ele.

O problema: A recarga tem que ser feita em alguma agência daqui (pelo menos foi isso que o Sr. da agência que consultei me explicou) e o câmbio é mais caro que o Turismo. Na minha simulação ficou 4 centavos mais caro

Cartão Internacional

Tirando as taxas que um cartão internacional deve ter, é como usar ele aqui.

Algumas precauções são boas de tomar: Ir até o seu banco e conversar sobre o limite do cartão e liberar ele para compras internacionais. Já ouvi relatos de cartões bloqueados depois da primeira compra no exterior. Na última semana, meu chefe me contou que teve o cartão bloqueado por uma compra na Amazon.com. Então, para evitar transtornos, uma passada no banco é obrigatória.

O problema: A taxa de câmbio oscila, é óbvio, e pode dar alguma surpresa.

Algumas boas dicas sobre dinheiro em viagens:

http://portalexame.abril.com.br/financas/vai-viajar-veja-quatro-formas-comprar-dolar-520347.html?page=full

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