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Como levar dinheiro na viagem

Atualmente, essa questão é quase toda minha preocupação na viagem. Já tenho alguns euros comprados, mas eu não vou viver só com eles.

É “obrigatório” ter dinheiro consigo na entrada do país. E pelas informações que tenho, quando a alfândega te para no aeroporto, é bom você não ter demais nem de menos. Ter demais significa que você pode ficar mais tempo do que você tem na sua passagem, e ter de menos, significa que você não tem nada para gastar lá, não tem como viver lá durante o tempo de sua passagem. E esses dois casos não são bons.

O “certo”, ou pelo menos o que me recomendaram, é ter algum dinheiro em espécie e o resto em cartões Internacionais. Por isso andei pesquisando alguns desses e queria postar sobre eles hoje:

Dinheiro em Espécie

Doleira

Doleira

O ideal é não levar todo dinheiro assim, para ser assaltado e não fazer mais nada.

Quem pensa que isso é exclusividade da hospitalidade Brasileira, está muito enganado. Eu mesmo tenho amigos que passaram por isso em Londres.

Eu decidi levar comigo € 900 Euros, dos quase €1800 que vou usar na viagem (Algumas coisas já paguei aqui, como as reservas dos Hostels)

O bom é dividir o dinheiro pelo “Corpo”. Usar uma “doleira”, levar um pouco na carteira e na mochila.

O problema: Perder, ser assaltado, ficar sempre atento com tanto dinheiro e etc.

Visa Travel Money

Visa Travel Money

Visa Travel Money

É uma boa pra quem conseguiu pegar uma bela baixa da moeda ou pra quem vai fazer intercâmbio dependendo dos pais. Funciona assim:

Em uma agência de turismo, peça seu cartão. Fica pronto na hora. Ele não tem nome, só um código e vem com uma senha. Na agência mesmo você carrega com a moeda que quer; Dólar, Euro ou Libra. O mínimo é U$D 100 Dólares.

Ele é pré pago. Depois de carregado você vai gastando. Ele é aceito em todos os estabelecimentos com bandeira Visa. Só ir usando com a senha que vem junto a ele.

O problema: A recarga tem que ser feita em alguma agência daqui (pelo menos foi isso que o Sr. da agência que consultei me explicou) e o câmbio é mais caro que o Turismo. Na minha simulação ficou 4 centavos mais caro

Cartão Internacional

Tirando as taxas que um cartão internacional deve ter, é como usar ele aqui.

Algumas precauções são boas de tomar: Ir até o seu banco e conversar sobre o limite do cartão e liberar ele para compras internacionais. Já ouvi relatos de cartões bloqueados depois da primeira compra no exterior. Na última semana, meu chefe me contou que teve o cartão bloqueado por uma compra na Amazon.com. Então, para evitar transtornos, uma passada no banco é obrigatória.

O problema: A taxa de câmbio oscila, é óbvio, e pode dar alguma surpresa.

Algumas boas dicas sobre dinheiro em viagens:

http://portalexame.abril.com.br/financas/vai-viajar-veja-quatro-formas-comprar-dolar-520347.html?page=full

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A Primeira mochila agente nunca esquece

Mochila-mala Kailash Peak 58+23

Comprar essa mochila foi tão tenso quanto comprar a passagem. Eu li muita coisa. Mas muita coisa mesmo. E pesquisei, olhei valor, mandei email e freqüentei fóruns… Nossa, bastante coisa. Ainda depois de acertar a compra, por mais incrível que pareça com uma loja aqui da minha cidade, fiquei super tenso até ter a mochila em mãos.

Ela chegou dia 12 de Novembro ao preço de R$ 439 reais.  Comprei direto da “Átria Esportes de Aventura”. Achei-a como revendedora oficial pelo site da Kailash.

Como ela chegou

Porque ela: Depois de muito ler o fórum do Mochileiros.com e muito pesquisar o Custo x Benefício de uma mochila, cheguei à conclusão que, eu não precisava de uma “Deuter de R$ 700 reais pra cima”, e sim de uma mochila grande e confortável (mochila-mala), já que não vou subir paredes nem levar barraca comigo.

Ela tem Altura de 65 a 70 cm e largura de 38 a 40 cm, com capacidade de 58 litros mais uma mochila de ataque com 23 Litros. Fechos, lugares e velcros não faltam. São, dois compartimentos na mochila de ataque, um grande compartimento na mochila grande (com um divisor) e ainda outros pequenos fechos.

A mochila grande tem um grande compartimento com abertura por baixo e por cima e um “divisor” na parte mais baixa da mochila, ainda duas pequenas “pochetes” na barrigueira. Alças pra levar por cima ou pelo lado (como mala). Tem uma alça que da pra tirar, daquelas de pendurar como se fosse mala de lado.

A mochila de ataque tem dois compartimentos, como já dito, e no menor, ele tem espaços reservados pra documentos e etc. Bem interessante. As duas são presas uma a outra por ganchos de plástico.

Também, a mochila tem uma capa (e um bolso especial pra guarda – lá), um fecho para esconder as alças da mochila e regulador de altura nas alças.

Ajuste de Altura

Sinceramente, nenhuma mochila que eu tive chegou aos pés dela, então, eu ainda estou encantado. Espero que ela não me deixe na mão lá na Alemanha e nem nos outros mochilões que eu pretendo fazer com ela.

Pra quem vem pesquisando sobre que mochila comprar, vai o resumo do que todos os fóruns dizem sobre mochilas: Vale a pena gastar mais, tente provar a mochila antes de comprar, não fuja muito das marcas tradicionais.

Eu pesquisei muito sobre a Kailash e não achei muito boas referências, mas mesmo assim, como tinha me apaixonado pela mochila, mandei ver.

Pra quem quiser ver todas as fotos da minha nova amiga, picasa.

Abraços

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Atulização:

Antes de partir

Antes de partir, 9kg

Bom, fui voltei e tudo certo. A mochila se comportou muito bem. Enfrentou várias viagens de trem, 6 viagens de avião e etc.

Na ida, com um pouco de espaço sobrando ainda, 9 kilos e meio. Na volta, completamente cheia e procurando espaços pra colocar mais coisas, 13 kilos e meio.

Única coisa que eu não gostei foi da mochila pequena. Ela podia ser um pouco maior. Quase não coloquei nada nela. Eu usei a pequena todos os dias, colocava minha câmera (que é um pouco grandinha), um litrão de água, um dicionário e só coisas pequenas daí.

Na próxima viagem vou com a grande e outra “normal” no lugar da pequena.

Pro pessoal que ainda não “encheu ela”, coloquei na volta: 4 mantas, 3 calças jeans, 2 moletons, 2 casacos finos, umas 9 camisetas, 1 bermuda, vários presentes, minha câmera (uma nikon D5000) e coisas menores.

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Tabela de custos

Bom dia pessoal,

Vamos aos preparativos e estatísticas para a viagem. Essa parte foi bem complexa comigo. Depois de pesquisar muito, ler muito e conseguir bastante informação, comecei a minha tabela de gastos. Vi que para fazer um mochilão Europeu, o mínimo que eu ia necessitar seria 60 Euros por dia, apesar de ainda achar pouco, é o que eu estou esperando gastar.

A primeira tabela ficou assim

Passagem R$ 1600
Mochila R$ 600
Passaporte R$ 154
Euros R$ 4200

Beleza, 6500 paga tudo.

E dele calcular pra conseguir juntar toda a grana até Abril. Parei de ir aos jogos do meu inter, saídas e festas bem menos e etc. Beleza, mas o pior ainda estava por vir:

Primeira surpresa, Taxas de embarque: R$ 350

Bom até aí tudo bem, consegui uma mochila boa e barata, R$449, deu pra equilibrar.

Segunda surpresa, Euros de turismo: R$ 2,70

Aí foi forte a pegada. Estava esperando conseguir pegar no Banco do Brasil a taxa de R$ 2,55, mas como eu não era correntista, nada feito. Só cheques de viagem. Total de compra de Euros, R$ 4600, R$400 a mais que o esperado.

Terceira surpresa, Seguro viagem: U$D 200

Já conhecia esse cara bem. Já havia lido e relido como fazer umas cem vezes. Mas, a cabeça é foda, e eu tinha esquecido completamente desse detalhe. E o pior, é em dólar. Detalhe esse de R$ 340.

Claro que eu na vou comprar todos os euros e ir com tudo em notas pra lá. Vou usar meu cartão internacional. Mas para efeito de cálculo, estou esperando essa taxa.

Resumindo,

O que era assim:

Passagem R$ 1600
Mochila R$ 600
Passaporte R$ 154
Euros R$ 4200

TOTAL: 6500

Ficou assim:

Passagem

TAM – IDA: POA – Guarulhos – Frankfurt / VOLTA:
Berlin-Frankfurt-Guarulhos-POA

R$ 2172,98

Mochila

Kailash Peak 58+23.

R$ 600

Seguro

Seguro Viagem, da pra fazer em qualquer momento U$D
200

R$ 340

Passaporte

156 Passaporte + Onibus até POA

R$ 154

Euros

$ 63 Euros por dia. R$2,70 o Euros

R$ 4760

TOTAL: R$ 8000

Sendo que ainda é Dezembro e eu aposto que até Abril mais alguma surpresa virá, vamos ver.

Fica o aprendizado:

Crianças, quando quiserem usar o aeroporto, se preparem bem.

Grande abraço

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Aonde começa?

Mochilar já tá no sangue, já é normal. Anormal foi explicar pros meus pais que eu queria ir pra São Paulo nas minhas primeiras férias de trabalho, sendo que eu nunca tinha ido além de Porto Alegre sozinho. Explicar que eu queria ir pra Alemanha foi mais fácil que tirar doce de criança. Depois de 6 semestres de aula de alemão, provavelmente eles já deviam estar entranhando a demora.

Mas aonde começa? Não, não começa nesse ano e nem mesmo em São Paulo. Começa lá em 2007, quando eu li On The Road e percebi que o mundo me chama. É normal já. Cada vez que eu leio sobre um lugar me da vontade de ir.

Mas hoje começa, pelo menos, o Blog. O meu blog de tecnologia (que eu ainda não me puxei muito pra fazer, diga-se de passagem) vai ser transferido pro domínio do grupo “NetRS” (netrs.heliohost.org/).

A partir de hoje, vou escrever a quantas anda minha viagem pra Deutchland e também vou tentar juntar experiência de outros mochileiros.

Quero explicar como foi cada passo, passar o meu sentimento da véspera e quando estiver lá, manter atualizado.

Pra essa semana o cabeçalho é o Reichstag, em Berlin.

Foto original

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